sábado, 27 de agosto de 2016

A FELICIDADE COMO PRIORIDADE

Estive pensando ultimamente em algo muito sério acerca da vida humana em sociedade. Vivemos em um meio que não nos permite ser feliz! Sim, pode parecer uma grande besteira, mas imagine que milhares de pessoas em todo o planeta terra trabalham no que não gostam, são torturadas diariamente por outras pessoas, pelo conjunto em si.
Esse sistema em que vivemos -não vou dar culpa para o tal do capitalismo, nem para nada que termina em -ISMO ou outra coisa do tipo- elabora um mecanismos de redes que nos prendem na consciência moral e ética do nossos interior. ''Nos preocupamos mais e agradar outras pessoas do que a nós mesmo'', trabalhamos no que não gostamos por que nos preocupamos em manter uma vida no ''parâmetro'' social. Nos vestimos para os outros, comemos o que os outros comem, acumulamos por que os outros acumulam, nos torturamos por que os outros também se torturam... E essa massa de ideias são transmitidas de geração para geração.
Já parou para pensar que tentamos repelir todos que os padrões não nos agradam? Não tentamos conviver com a diferença da pessoa, repelimos e ainda julgamos. Isso é propriamente implantado no nosso subconsciente moral que se responsabiliza por julgar o que lhe convém, o que não me convém é afastado e extremamente julgado por nossa visão ética, que tenta ''socializar'' o pensamento de repulsa.
Diante disso, comecei a focar nas minhas atitudes e percebi que a felicidade é uma questão própria e única. Somos nós que decidimos se seremos felizes ou não. Talvez não seja tão fácil mudar de opinião, assim, tão repentinamente, mas é você e seu consciente que fazem sentir a infelicidade, angústia e medos. SOMOS NÓS QUE CRIAMOS NOSSOS MEDOS E ARREPENDIMENTOS. A sociedade que nos impõem o padrão, mas somos nós que seguimos...Esse é o ''X'' da questão, ''somente nós temos controle de nós mesmos''.
Comece a praticar o exercício diário da ''autorreflexão'', e tente perceber que se você acorda de manhã e logo diz- EU SOU FELIZ, POSSO SER FELIZ, TUDO DEPENDE DE MIM, a felicidade não será algo distante da sua realidade.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Trash - A Esperança Vem do Lixo - Trailer Internacional





Vou poupar a resenha técnica sobre esse filme, se quiser saber como foi feito e por quem procure pesquisar mais na internet.

Na minha opinião é  melhor filme dos últimos tempos feito no Brasil e sobre o Brasil dos brasileiros. Comecei assistindo por coincidência, quando achei o vídeo/filme no youtube. Prende do inicio ao fim, e cada cena gravada desse filme todo o brasileiro já presenciou alguma vez na vida. A realidade corrupta e desigual que vivemos.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

''PÁTRIA EDUCADORA'' PARTE I

Encontrei um texto e achei um dos mais coerentes que já li.
Trata-se da real situação das escolas públicas do país, nunca vi tanta verdade escrita. Fui estudante de Escola Pública e sei das dificuldades reais desse sistema educacional para poucos. Acredito que a sabotagem educacional nada mais é do que o ''alimento do sistema'' de uma sociedade desigual e excludente. Temos basicamente a educação pública- jogada às traças, manipulada e mentirosa, que é destinada à pobres para que continuem ignorantes e, vejam bem, pobres. E, por assim dizer, temos a educação particular (onde já li diversos artigos que também não são lá aquelas coisas, levando-se em consideração os parâmetros internacionais) que educam pessoas para serem nossos médicos, advogados, engenheiros... Ou seja, é desde a escola que temos a relação patrão e empregado, já que é destinada a escola para o empregado(pública) e o patrão(privada).
Mas por incrível que pareça a história educacional brasileira sempre foi assim. Desde os tempos da escravatura a educação era destinada para os ricos, e não só no Brasil em uma contextualização histórica mundial, desde o primórdios da humanidade temos um divisão preestabelecida por meio da educação. Tudo devidamente ''intencionado''.
Quando era estudante não frequentava regularmente a escola, faltava muito e justificava muito bem os motivos das faltas. Eu simplesmente preferia estudar em casa com os livros que comprava usado na internet ou que pegava na biblioteca desativada da escola -tinha o auxílio da internet também- e metia a cara nos livro por conta própria, já que frequentar a escola não tinha nenhum sentido pois os professores faziam exatamente o que eu fazia - pegavam seus livros velhos e escreviam no quadro de giz o que achavam importante, nada mais. Até ai, tudo bem. O problema era quando nem isso era feito muitos professores -desmotivados, tristes e deprimidos pelos baixos salários e o desrespeito dos alunos mal-educados que se multiplicavam- simplesmente resolviam passar um filme, ou imprimiam uma atividade qualquer que encontravam na internet, ou mandavam fazer um cartaz sobre a morte da bezerra, ou -em casos frequentes- mandavam os alunos pra ''puta que pariu'' e deixavam-nos livremente vandalizando os corredores da escola.
EU NUNCA ESTUDEI GEOMETRIA NA ESCOLA, nunca, nunquinha. Eu fui aprender a fazer uma redação quando fui prestar vestibular. Eu fiz 8 anos de inglês na escola e aprendi só mal e porcamente o verbo ''to be''. A minha maior dificuldade era e é a Gramática , pela qual nunca tive uma aula na escola, nem sabia o que era um verbo... Sem contar a péssima estrutura, quando chovia éramos obrigados a encher de baldes e panos dentro da sala de aula para que ninguém escorregasse.

O texto é esse: OU MELHORA A ESCOLA PÚBLICA (E MUITO) OU A DESIGUALDADE NÃO DIMINUI (NUNCA)
Por: Daniel Hortêncio de Medeiros

Em seu livro “Desigualdades Regionais no Brasil”, o economista Alexandre Rands Barros, professor da UFPE, Ph.D em Economia pela universidade de Illinois (EUA), compara as regiões Nordeste e Sudeste do Brasil analisando , principalmente, a desigualdade em face de uma menor concentração de capital humano no Nordeste.

Para o professor Rands, é um erro acreditar que o desenvolvimento do Nordeste passe por mais investimentos em infraestrutura e atrativos para instalação de empresas. Ao contrário, os investimentos no desenvolvimento industrial e tecnológico no Nordeste ampliaram a desigualdade, na medida em que cooptaram os jovens mais bem qualificados da região, oriundos de famílias de classe média alta e alta, ampliando assim a distância entre o topo e a base da pirâmide, em um falso ou no mínimo distorcido sentimento de “progresso e crescimento da região”. Como afirma o autor: A mudança de foco ( deve ser) radical. Deixar-se-ia de subsidiar empresários nordestinos com os recursos disponíveis para políticas regionais e passar-se-ia a subsidiar a formação de capital humano, cuja apropriação dos resultados seria voltada principalmente para a população jovem mais pobre. ( pg 236)

O último ENEM trouxe uma informação fundamental: a associação entre o resultado das escolas e o nível socioeconômico dos seus alunos e alunas. E o resultado demonstra claramente a perversa realidade destacada pelo professor Alexandre Rands: os melhores resultados do ENEM, ranqueando as melhores escolas, na sua esmagadora maioria, são de alunos de nível socioeconômico muito alto e alto.

Um único exemplo: as mil melhores escolas, praticamente todas são escolas com alunos de nível socioeconômico alto e muito alto. 907 são particulares. Das 93 públicas, 72 são federais ( com seleção e nível social elevados) e apenas 21 estaduais.

Fica claro pelo resultado do ENEM, que a meritocracia é uma forma de ocultar desigualdade e, embora alunos pobres possam avançar na escala social, essa chance é residual. A solução é investir pesadamente na educação pública de qualidade ou conformar-se com a perpetuação e cada vez maior ampliação do fosso de desigualdade social no país.

No entanto, como diz Alexandre Rands de Barros, sobre a dificuldade de os recursos do governo federal e estadual concentrarem-se fundamentalmente em melhoria do capital humano nas camadas mais pobres da população: com isso, os segmentos sociais beneficiados seriam completamente diferentes. Isso dificulta a implementação de tal política porque os beneficiários de hoje seriam fortes opositores e eles tendem a ter um poder político forte.

O resultado do ENEM 2014 prestou um serviço ao mostrar, por um lado, o impacto pequeno da escola quando o aluno tem suporte socioeconômico e, por outro lado, a importância enorme de a escola pública suprir essa falta de suporte – com professores qualificados para dar aula, com materiais adequados para o aprendizado, com ambiente compatível com as exigências do estudar, com horário integral para que o aprendizado possa se dar no tempo necessário para ser feito com qualidade, com acompanhamento de tutores, psicólogos, orientadores ( tudo o que os jovens de nível socioeconômico muito alto e alto possuem) – e competir, aí sim , em pé de igualdade.

Quando tudo isso for disponibilizado para a população de estudantes pobres, e só aí, será possível dizer: “que vença o melhor”.
Fonte: Gazeta do Povo




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Rio Doce, Rio Morto | Documentário



Drauzio Varella demonstra em um documentário a atual situação e  descaso da empresa Samarco com o Rio Doce e a população afetada.

Triste, porém, real. Estamos vivendo dias obscuros em um Brasil corrupto, sujo..

Meu sentimento agora é de incapacidade.

Como as pessoas podem ser tão egoístas a ponto de abrir uma ferida como essa em nome do dinheiro

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Pensar gera angústia.

As vezes a vida pode parecer boa, e esta tão boa que você esquece de aproveitar o momento pensando que a tristeza existe... e você tem tanto medo que a tristeza chegue e estrague seu momento de felicidade que você nem percebe que a felicidade já se foi. E você fica triste novamente.
Quem nunca passou por isso?
Esse sentimento de angústia e medo persegue o homem e é grande responsável por atrapalhar a sua vivência, seus modos, sua compreensão do mundo e de vida. Somos conduzidos a convivermos constantemente com medo, sendo que o nosso medo é criado em nossa própria mente. Somos definitivamente as vítimas do nosso próprio ser.